Arquivo de junho, 2007

O que é Sabonetinho – dúvida recebida

Categoria(s): Transgressões por Mustafá Jarouche em 30-06-2007

Sabonetinho - Termo Popular Brasileiro

Termo popular brasileiro vindo do interior, muito conhecido em Minas Gerais. Trata-se de uma prática em que o homem ejacula nas coxas da mulher e ela esfrega o esperma ejaculado em suas pernas. Daí surge o nome: “Sabonetinho”

Algumas prostitutas permitem e cobram por essa prática, o que não é recomendável para nenhuma das partes.

Os sete pecados capitais – Festa

Categoria(s): Transgressões por Mustafá Jarouche em 29-06-2007

Festa do Projeto Luxúria

Essa semana, o kama recebeu o convite da festa ligado ao Projeto Luxúria: Os sete pecados capitais: escolha seu pecado e junte-se a nós.

Trata-se de uma festa cujo enfoque é o fetiche e fantasia, voltada para estética, arte, sensualidade e prazer. É uma das poucas abertas ao público não Fetichista e BDSM (Bondage, Dominação e Sado Masoquismo). Isso não significa que você não verá isso por lá, pois todas as performances estão relacionadas com isso. Aliás, a própria organização delimita a entrada pelos tipos de roupa de seus participantes.

O kama parabeniza os organizadores pela expressão do fetiche e BDSM, práticas pouco usuais aqui no Brasil; e principalmente pela oportunidade do esclarecimento e abertura as pessoas que ainda não conhecem a  prática.

Para os interessados, segue abaixo as descrições. Na dúvida, entre em contato com a organização.

Projeto Luxúria – Os sete pecados capitais

Data – Sábado, dia 07 de julho de 2007

Local – Audio Delicatessen

Rua Mourato Coelho, 651

Vila Madalena – São Paulo SP

+55 (11) 8189-1264

DJs

Sidnei e Luti______ 23h00min  às 01h00min

Razor B__________ 01h00min  às 03h00min

Alex Twuin_______ 03h00min às 04h00min

Marcos Audio_____ 04h00min às 05h00min

Performances

Rainha Morgana Marone & Verme Marone

Tâmara/ Gladius

Amo Shibari/Bondage

Sweetie

Hostess: Rainha Vivi & Heitor Werneck

Exposição de fotos -  Queer Fiction

Filmes no telão – Queer Fiction e Fetish Shinny

Produção e Organização – Gisa Gabriel

DesignNagash

Dresscode

$ 15 – fetish / fantasy / glamour

$ 25 – regular club-dress / all black

$ 50 – out of dress

ATENÇÃO – Proibida  entrada de menores de 18 anos. Informe-se sobre o dresscode no site. Pessoas trajando jeans, tênis ou boné não serão admitidas na festa.

Saliva: lubrificante íntimo universal

Categoria(s): Masturbação por Mustafá Jarouche em 28-06-2007

A saliva é um lubrificante íntimo universal

Sim, a natureza é perfeita. A saliva pode ser considerada um lubrificante íntimo universal. Você pode utilizar a saliva em qualquer prática sexual sem correr risco de rompimento do preservativo. A saliva não é oleosa, não tem contra-indicação, não precisa ser comprada e pode ser considerada como um cicatrizante.

Se em algum momento você não tiver nenhum lubrificante íntimo adequado para a sua prática sexual, utilize a saliva sem medo. É o mais adequado e natural a se fazer!

Tipos de Lubrificantes Íntimo

Categoria(s): Tudo Sobre Sexo por Mustafá Jarouche em 27-06-2007

Lubrificante Íntimo

Existem três tipos de lubrificantes íntimo disponíveis no mercado. Recomenda-se o uso de lubrificantes que não destruam o método contraceptivo e a proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis (DST).

*imagem ilustrativa

Lubrificante Íntimo – o que é?

Categoria(s): Tudo Sobre Sexo por Mustafá Jarouche em 26-06-2007

Conheça o que é um lubrificante íntimo

Semelhante a lubrificação vaginal, o lubrificante íntimo é um líquido (produto) industrializado destinado para fins sexuais. Ele diminui o atrito da fricção e proporciona sensações diferenciadas. Pode ser utilizado para masturbação masculina e feminina, com acessórios ou não; e relações sexuais vaginais e anais.

É importante destacar que o lubrificante íntimo não é sinônimo de óleo para massagem ou qualquer cosmético para fins externos. Seu uso é exclusivo para os genitais e ânus.

Os lubrificantes se diferenciam por:

  • Composição: base d’água, silicone ou óleo;

  • Espessura: densos indicados para sexo anal e menos denso para sexo vaginal;

  • Compostos adicionais: aquecem, refrescam ou dão sabor superfície aplicada;

  • Embalagem: tubos ou sachês.

Por que não terminar em grande estilo? – Parada Gay 2007 – São Paulo

Categoria(s): Tudo Sobre Sexo por Mustafá Jarouche em 19-06-2007

Desperdício na parada pelas ruas de São Paulo

No Rio de Janeiro para tudo se utiliza fogos de artifício, até quando a polícia sobe o morro. Nas entrevistas foi cogitada essa hipótese. Nesse quesito os ambulantes deram um show, quando já era noite, começaram a venda de pulseiras em neo e todo tipo de colar luminoso. Mesmo que a parada não avance no horário, a organização deveria pensar nisso. Ninguém estava seguro na volta, depois que a Paulista foi liberada, a maior parte do policiamento foi dissipado.

A festa continuou na Consolação e terminou na Praça Roosevelt, pouco antes das nove horas. Dos entrevistados, 47% afirmam que a parada deveria virar a noite nas ruas paulistanas. “Se não vira nas ruas, vira nas boates e haja fôlego para o dia seguinte”, relata um entrevistado.

O kama agradece as 137 pessoas que tiveram a paciência de responder as perguntas e colaborarem para um sexo e sexualidade sem tarja preta.

Além da ressaca, o que sobrou mesmo da parada gay 2007?

Categoria(s): Tudo Sobre Sexo por Mustafá Jarouche em 18-06-2007

A limpeza da parada gay

“Lixo e fedor de urina”, esta é a resposta dada como um aspecto negativo por um morador da região que estava ali observando e dando apoio ao movimento. Ele afirma que todo ano é a mesma coisa, mesmo o batalhão da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (COMLURB) fazendo sua parte, as redondezas são descartadas.

Essa é a principal pergunta que os organizadores deveriam fazer quando organizam. Poucos entrevistados relataram assuntos pós-parada. Havia inúmeros cartazes espalhados pela Paulista sobre a necessidade de abolir o preconceito, milhões de flyers de festas, mas inexistentes cartilhas de esclarecimento sobre gênero, preferência sexual, direitos, diversidade e informações essências que traduzem a trama complexa de nossa sociedade. Deixar um pouco de lado os recordes, patrocínios e campanhas políticas fazem-se necessário.

É merecimento da população gay e/ou simpatizante que feliz, ao menos um dia pode sair na rua (local público), para andar, dançar, beber, beijar sua parceria em público sem olhares indiscretos e preconceituosos. Os exageros naturais acabam acontecendo, muitas vezes por falta de esclarecimento. Expor a diversidade sexual não é fácil e torna-se cada vez mais difícil quando o preconceito avança pela ausência de informação.

A violência também marcou a parada de 2007 em São Paulo. Mesmo com esquema especial de segurança, houveram roubos e furtos. As muitas brigas entre os participantes ofuscam o brilho da parada. Só Mustafá viu cinco.

 

Excesso de camisinha, ausência de informação – Parada Gay 2007 – São Paulo

Categoria(s): Tudo Sobre Sexo por Mustafá Jarouche em 17-06-2007

A parada gay precisa de mais informação

Mustafá não viu a distribuição da cartilha antidroga, mas viu muita camisinha. Droga é um problema social, não é mérito do público gay! E o que deveria informar a parada? O que o público gls precisa ouvir?

O kama questiona a falta de distribuição de lubrificantes. Na Erótika Fair 2007, ganhava-se mais lubrificantes que camisinhas e olha que a feira estava focada no público hétero!

O que está em destaque, mas não foi visto na parada:

  • Cartilhas dos principais serviços de sexualidade do Brasil;

  • Informativos sobre o problema da Fissura Anal;

  • Orientações sobre Discriminação no Trabalho e Direitos Jurídicos. Serviço de orientação jurídica gratuita poderiam ser oferecidos pela OAB;

  • Disfunções Sexuais em Gays;

  • Dificuldades psicológicas enfrentadas pelos transexuais;

  • Prática do Barebackers que aumenta a cada dia.

 

Os participantes da parada também deixaram a desejar por:

  • Poucos cartazes;

  • Poucas roupas de protesto;

  • Escassas manifestações.

Fui parada gay para… Parada Gay 2007 – São Paulo

Categoria(s): Tudo Sobre Sexo por Mustafá Jarouche em 16-06-2007

A bela e a fera

Sentir orgulho (mostra-se), beijar e conhecer gente nova. Essas foram as principais respostas recebida dos entrevistados. Isso não significa que a parada é uma grande maratona de beijos. Beijar pessoas do mesmo sexo é algo extremamente aversivo para nossa sociedade. Talvez o beijo seja uma manifestação pacífica e extremamente prazerosa. Talvez seja um descaramento sem tamanho. Como interpretar isso? O que dizer das micaretas, baile funk, carnavais, festas universitárias onde o beijo é senão o principal atrativo? Se a parada é uma festa/protesto nada mais contextualizado que um beijo consensual bem gostoso.

Quem é gay friendly, afinal? Parada Gay 2007 – São Paulo

Categoria(s): Tudo Sobre Sexo por Mustafá Jarouche em 15-06-2007

Quem é gay friendly?

É uma tendência o investimento no público gay. O relatório da Witeck-Combs Communications, já discutido aqui no kama, declarava o verdadeiro potencial de mercado desse público e uma nova postura de atuação no mercado. Mas o que faz uma empresa ser gay friendly?

A parada desse ano foi um marco em patrocínio. Só a Caixa Econômica Federal destinou R$ 120 mil organização. Talvez seja o único banco brasileiro que reconheça a parceria entre pessoas do mesmo sexo. Todo mundo ganha com a parada gay: hotéis, lojas de roupas, shoppings, transporte, ambulantes, boates. Mas estes empresários estão por dinheiro e/ou pelo apoio a diversidade sexual?

É importante discriminar que nem sempre uma empresa que patrocina eventos como a parada é gay friendly, assim como políticos, sindicatos e associações. Existe uma linha muito discreta que separa essas empresas, assim como aquelas que lutam pelo meio-ambiente e na verdade não o fazem.

A Human Rights Campaign (HRC) lança todo ano critérios que fazem uma empresa ser considerada gay friendly. Cabe ressaltar que esses critérios não servem para políticos, sindicatos ou associações, apesar que deveriam existir também. Para saber mais: Aguarde os próximos artigos aqui no kama.

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