Além da ressaca, o que sobrou mesmo da parada gay 2007?

Postado em: Sem categoria por Mustafá Jarouche em 18-06-2007

A limpeza da parada gay

“Lixo e fedor de urina”, esta é a resposta dada como um aspecto negativo por um morador da região que estava ali observando e dando apoio ao movimento. Ele afirma que todo ano é a mesma coisa, mesmo o batalhão da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (COMLURB) fazendo sua parte, as redondezas são descartadas.

Essa é a principal pergunta que os organizadores deveriam fazer quando organizam. Poucos entrevistados relataram assuntos pós-parada. Havia inúmeros cartazes espalhados pela Paulista sobre a necessidade de abolir o preconceito, milhões de flyers de festas, mas inexistentes cartilhas de esclarecimento sobre gênero, preferência sexual, direitos, diversidade e informações essências que traduzem a trama complexa de nossa sociedade. Deixar um pouco de lado os recordes, patrocínios e campanhas políticas fazem-se necessário.

É merecimento da população gay e/ou simpatizante que feliz, ao menos um dia pode sair na rua (local público), para andar, dançar, beber, beijar sua parceria em público sem olhares indiscretos e preconceituosos. Os exageros naturais acabam acontecendo, muitas vezes por falta de esclarecimento. Expor a diversidade sexual não é fácil e torna-se cada vez mais difícil quando o preconceito avança pela ausência de informação.

A violência também marcou a parada de 2007 em São Paulo. Mesmo com esquema especial de segurança, houveram roubos e furtos. As muitas brigas entre os participantes ofuscam o brilho da parada. Só Mustafá viu cinco.

 

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