Abuso Sexual – La professoressa di Monteroni
Categoria(s): Sem categoria por Mustafá Jarouche em 31-03-2008

Não é primeira vez que acontece, também infelizmente não será a última. O conhecido abuso sexual ocorre freqüentemente em nossa sociedade. O que fazer?
Fica fácil discernir o abuso quando ocorre com uma mulher, e quando ocorre com homem? Abusos sexuais em homens são facilmente traduzidos quando ocorre à violação da chamada “masculinidade”, como nos escândalos de padres que cerceiam seus coroinhas em troca de sexo oral, carícias ou até penetração anal. O difícil é considerar o abuso em nossa sociedade, por causa da ideologia machista; uma vizinha de meia idade cercear um adolescente de 14 anos. Se fosse um vizinho, provavelmente estaria detido.
Esse panorama traz uma dificuldade de discernir abusado e abusador, uma vez que é culturalmente aceito que o papel social do homem seja exercer sua masculinidade, para ser reconhecido como homem, tal como para as mulheres, receber esse assédio corresponde ao papel feminino. Que nunca ouviu uma mulher indignada: “Nem quando passo perto de uma construção levo uma cantada”. Essa situação cria o que chamamos de “normalidade do assédio/abuso sexual”.
No caso da professora italiana, quem foi o abusado e quem foi o abusador? O kama pergunta ao ver o vídeo: “Isso é uma denúncia? Ou uma brincadeira adolescente, ”até a professora não escapa”?
No primeiro momento, parece engraçado e excitante, pois diz respeito à fantasia aluno-professora, ou inverso, professor-aluna. É comum ocorrer, de fato, esse tipo de fantasia, independente do sexo ou idade, os contos eróticos são recheados delas. Mas quando a fantasia torna-se realidade, encontramos um indivíduo que obtém prazer sexual ultrapassando os limites e a compressão sexual do outro, o que fere gravemente os direitos sexuais.
Além das aplicações jurídicas que os indivíduos envolvidos nesse drama sofrerão, independente de quem seja abusado ou abusador, eles precisarão de auxílio profissional de um psicoterapeuta sexual para compreensão dos limites da sexualidade. No caso da professora, a obtenção de prazer precisa incluir respeito e responsabilidade a integridade do outro, sem coerção, exploração e/ou abuso. E dos alunos, os estímulos sexuais (calcinha amostra, entre outros) que recebemos, não podem ou devem ser exercidos em práticas sexuais, sem a reflexão daquilo que está sendo proposto.
Sem isso, voltamos à era das cavernas e munidos de porretes para abater as nossas presas.
